Sim, você é livre agora
para poder voar no horizonte,
até que seus créditos acabem
para poder ver o Sol se por,
até que o ônibus faça a próxima curva
para esticar-se sobre a
grama, sintética
para sentir o cheiro de todas
flores, mortas por um buquê
para ouvir os pássaros
cantando, o canto de quem perde o ninho
para se atirar nas águas
mundo à fora, até a placa de imprópria para banho
Quem sabe também, você seja
livre para chorar pelo mundo, que sutilmente vai se esvaindo da sua janela,
até que suas configurações de
privacidade sejam burladas...
Douglas Teixeira
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