terça-feira, setembro 18

Ela

Covarde olhar insinuante
Que aperta meu peito a medida que se aproxima e
Com sorriso vermelho arranca-me a razão
Quietude que se desfaz, chama que se insurge

Ela canta meu pecado eminente em seus braços
Serena no caminhar que me guia à perdição
Eu clamo que os lençóis revelem sua forma
Serei a sua vítima essa noite, e sempre

Respirando o perfume desta rosa-espinho
Perdendo aos poucos os limites do gozo, da dor
Rasgando minha alma para escapar de sua trama
Perdido estou, com a marca dela em meu âmago

Lance seu lábios-de-fel em minha boca seca
Finde a angústia do homem que te deseja e te teme
Lace o seu mais querido cordeiro e então
Faça da sua existência o fim da minha, querida Morte
Douglas Teixeira

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