quarta-feira, outubro 21

Verde Esperança

Eu já to de partida
Desse peito que nunca se fez meu
Eu já vou em ruína
Porque meu eixo sei que se perdeu

Traduzi tuas frases
Mudei o tom da tua pele
E desafinei tua pulsação
Sem arranhar o violão

Divide os sonhos que vão chegar
E se preocupa que horas eu vou colocar
aquele casaco quando esfriar
Seria incoerente não me apegar

Você comprou aquela escova de dentes
Mas besteira não devo pensar
Mesmo rápido demais
É estranho eu já me acostumar

Você estampa um desejar
Mas insiste em se afastar
Dorme rápido pra não lembrar
Que ainda estava lá a te abraçar

Me deixa entrar no teu labirinto
E dançar nos teus caminhos
A insanidade é nosso berço
Deixa o mundo perdido lá fora

Você reclama da hora em que surgi
Não esqueça que pela tua mão eu parti
E agora me pergunto quanto tempo leva
Pra apagar o teu olhar da minha memória

Não pedi mais do que um copo d’agua
E uma chance pra te fazer feliz
Douglas Teixeira

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