Ou se é apenas a nossa necessidade de se proteger do incerto, do inacabado
Talvez seja uma natureza delimitar - inquietante dentro de nós -
É como quando nascemos, a morte é a única certeza, o limite
Queria mesmo era encontrar aqueles versos fugazes
Que intrigavam meus pensamentos e delineavam meu mundo
Mas hoje sou só um homem, um homem só
Esperando, a cada dia, um novo amanhã
Tão pouco fiz para mudar as coisas, eu diria
Faria sentido se fosse verdade, cara consciência
Só que os ventos sopraram sempre ao contrário
E a força do amor manteve a flor de pé, até agora.
Eu era tudo que queria ser até ontem
E ontem vi que tudo que queria era estar longe de mim
Para não me ver tropeçar no limite da razão
E assim me reencontro com os cercados da vida
Esperando o Sol raiar com a liberdade.
Douglas Teixeira
Nenhum comentário:
Postar um comentário