quinta-feira, junho 11

Vagando em Vagões

Não sabia que seria assim querida
Que na sua dança eu pisaria
E no teu vinho me perderia

As noites se despediram do meu sono
E meu sono levou embora as forças de mudança
E nada tirou você daqui de dentro

Fui em busca do que eu não tinha em você
E lá eu vi que meu coração segue rédeas
Já que os afagos do mundo não se alcançam teu carinho

Falhei em trilhar teus rumos
Pois teus vagões pertencem ao mundo
E já é tarde para o maquinista lembrar o meu nome

Estou só na escuridão que é te amar
Questionando se houveram dias de clarão
E lembro de um só sorriso que geramos

Sua dor é de me ver caído
Bastava o canto do teu olhar
Mas então percebo, que a tua culpa é por não me amar

Douglas Teixeira

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