quarta-feira, fevereiro 11

Solo


Colho lágrimas minhas neste campo desolado
Pois o amor não floresceu em tão linda primavera

Recolha os anseios do varal
E deixe morrer o que há de partir
A chuva banha a dor, a dor que me abraça

As flores calaram suas pétalas diante do vento
Antes uma brisa aconchegante,
agora um corte uivante

Embaralho os caminhos que um eu tracei
Meus passos em titubear amaciam o solo indefeso
Rego em lágrima ou monto arado?

O Sol se enfraqueceu e teme iluminar o dia empoeirado
E o fim de mim é como um gole de libertação
Seduzindo um velho alcoólatra

Douglas Teixeira 

Nenhum comentário:

Postar um comentário