segunda-feira, fevereiro 20

Da Dor à Cor

Peito apertado, olhar angustiado.
Ponteiros do relógio me fazem lembrar o ritmo que não tenho mais
O Tempo correu dentre meus dedos, dentre meus medos.

Enquanto fecho os olhos para perder-me do mundo
Vou figurando minha própria vida como um infante
Assistindo os tolos carregar a coroa que é minha por direito.

O que fazer quando a estrada que você seguiu
Foi moldada pela umbra do seu ego agora quebrado?
Que ontem confiava ser o que hoje não é

Impossível amar o desconhecido, que eu sou.
E na noite mais chuvosa, acalento minha alma com a esperança,
De poder colorir novamente meu portrait animado que chamo de vida.
Douglas Teixeira

Nenhum comentário:

Postar um comentário