quinta-feira, dezembro 17

O Silêncio e a Prece

Eu estou aqui, de pé esperando
A próxima queda dos penhascos
Que eu um dia escalei
E hoje me fazem sumir na poeira

Você não me pede mas quer que eu me cure
Das feridas que os teus sorrisos causaram
Tuas mãos sujas de outros corações
Enquanto eu me perdia na tua ausência

Arrastar a minha vida para o desespero
Me prender num quarto de espelhos
E esperar que o monstro criasse forma
Mas hoje, como uma piada de mau gosto
É você quem está nervosa

Dúvidas que eu não posso tirar
Que pecado que é amar?

O dia nunca acabou
E você quer ir embora
Mesmo sabendo que eu preciso
Do que você tem aí no peito decotado

E novamente eu te vejo partir
O silêncio me faz companhia
E as preces que te fiz nunca se cumprem

Esperando, em vão, você um dia me amar
Douglas Teixeira

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