Dentre o vento que se perde no tempo
Dentre o alento de um pensamento
Cala-me a paz, ainda que remota
Responderei ao velho sábio
Que meu atraso se fez necessário
Pois estava a deleitar da vida
Secando ao Sol e brilhando à Lua
Mas não me faça partir agora
Que encontrei meu devaneio
Que despedacei meu espelho
E sigo adiante, em disparelho
Galgastes meus traços diante da chama
E em desatino perdi-me na lama
Só sei que a sanidade ainda me chama
Enquanto você diz que se ama
Repetirei que na estrada das dores
Ando descalço e sem medo de errar
Não há proteção contra a verdade
Não há verdade com proteção
Sacrifique meu desejo
Por um punhado de mentiras
Desamarre meus cadarços
Por um momento de ardor
Quando o vento faz curvas
Lembre-se dos andarilhos perambulando
Que se perderam do mapa guiado
E encontraram um belo atalho
Douglas Teixeira
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