Da pra ver no branco da sua pele
Que o medo tirou seu sangue
Agora que as luzes se apagam
Agora que a sombra toma seu lugar
Da pra ver no reflexo dos atos
Que um dia o temor me tirou a coragem
Agora que todos estão distantes
Agora que a barreira é intransponível
Da pra ver que a beleza de uma rosa
Que nem mesmo seus espinhos conseguem apagar
Agora que traduzo meus próprios sinais
Agora que me desenho em rabiscos
Da pra ver nas palavras ditas
Que mesmo as verdadeiras podem soar falsas
Agora que a viagem encontrou seu fim
Agora que a estação me aguarda
Da pra ver minha inquietude
Que todo beijo me traz de volta
Douglas Teixeira
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