Galgo a montanha mais elevada
Na ilusão de avistar meu horizonte
Conquanto no tempo antecipado, desonesto
De tanto vagar nos jardins da vida
Que nas gramas altas encontrei labirinto
Resolvi eleger dos meus caminhos, o mais fácil
Quando alcanço o topo daquele morro
A verdade amarga a mim é revelada:
Para prever o futuro não posso fazer nada
Daquele corte tão profundo
Deparei-me com um sangue ainda pulsante
Dor que me trouxe a vida por um instante
Em caminhar manso e acedido
Regressei à montanha - à razão -
Encarando, por mais uma vez, o real
A chuva branda traz paz à mente inquieta
Fazendo-me lembrar do equilíbrio entre sonho e realidade
Escalar montanhas só de desejos faz da queda uma triste
verdade
Douglas Teixeira
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