terça-feira, fevereiro 21

Razão


Desvendar esse mistério
Encontrar a razão
Que me move diante do mundo
Que me faz ser inexplicável, irracional, humano.

Onde está o propósito do homem?
Nunca estivemos perto de caminhar
Seguimos o fluxo, nunca mudamos a rota
Duvidamos, questionamos, sempre sem respostas

Despertar, desbravar
Descobrir, desacreditar
Desesperar
Sinto-me insignificante

Pareço coexistir dentro do que julgo meu corpo
Não há simplicidade nem clareza em minha mente
Aquela luz não é claridade, aquela sombra não é escuridão
Estou de joelhos, assistido por aqueles me abraçam sem entender

De pés cansaços e alma ainda radiante
Sigo procurando a razão desse vácuo
Amparado no refúgio das palavras
Derivadas do poço sem fim – meus sonhos –

Não irei cruzar aquela linha
Do lado de lá seus pés estão presos ao chão
Ideais com um único propósito: não evoluir
Se o preço da liberdade é se sentir perdido, eu pagarei

Vou deixar a vida trazer as possibilidades
Agradecer pela existência magnífica
Vou deixar a morte trazer o destino
Ansiar pelas respostas de todas as perguntas
Douglas Teixeira

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