Desvendar esse mistério
Encontrar a razão
Que me move diante do mundo
Que me faz ser inexplicável, irracional, humano.
Onde está o propósito do homem?
Nunca estivemos perto de caminhar
Seguimos o fluxo, nunca mudamos a rota
Duvidamos, questionamos, sempre sem respostas
Despertar, desbravar
Descobrir, desacreditar
Desesperar
Sinto-me insignificante
Pareço coexistir dentro do que julgo meu corpo
Não há simplicidade nem clareza em minha mente
Aquela luz não é claridade, aquela sombra não é escuridão
Estou de joelhos, assistido por aqueles me abraçam sem
entender
De pés cansaços e alma ainda radiante
Sigo procurando a razão desse vácuo
Amparado no refúgio das palavras
Derivadas do poço sem fim – meus sonhos –
Não irei cruzar aquela linha
Do lado de lá seus pés estão presos ao chão
Ideais com um único propósito: não evoluir
Se o preço da liberdade é se sentir perdido, eu pagarei
Vou deixar a vida trazer as possibilidades
Agradecer pela existência magnífica
Vou deixar a morte trazer o destino
Ansiar pelas respostas de todas as perguntas
Douglas Teixeira
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